Sábado, Novembro 21, 2009

Rock dos Anos 90 - Revival 6 - Fireworks

Lançado em 1998, seria o último da formação clássica da banda. Angra com este álbum ajudaria a selar o fim de uma década que dizem perdida. Porém, foi uma década de resgate e novos padrões.

Com o produtor de Painkiller do Judas Priest, com orquestração e gravação nos estúdios onde Beatles e Pink Floyd tinha gravado, Fireworks ainda tinha como antecessor Holy Land, pérola brasiliana. E claro, tinha os integrantes do grupo.
Fora rejeitado por muitos na época. Hoje é reverenciado e alguns tentam fazer justiça após uma década do lançamento.



Angra seguramente é uma das melhores bandas do mundo, e representante certo do Brasil no exterior. O fato deles tocarem Metal é mero detalhe. A genialidade dos principais integrantes, Kiko com a virtuose e versatilidade e Rafael e André Matos com sua formação erudita e assimilação acima da média de canções populares, permitiam trafegar com desenvoltura por vários estilos sem parecer pedante.
A musicalidade é algo único nos músicos do Brasil, e aclamadíssimo pelo mundo afora. E é fácil perceber isso no transcorrer do álbum.



O solo da intro de Petrified Eyes é um must. Numa base deliciosamente rítmica com dois acordes, o solo destila em escalas mais manjadas do rock melodias que fogem da obviedade, duma agilidade e astúcia que faz dum breve solo de intro um emaranhado de belas frases roqueiras e únicas.



O álbum tem poucas músicas com pegada rápida e pesada e possui muitas músicas ritmicamente roqueiras e diretas. As guitarras soam sem parar, mas com a busca de novas timbragens, o melhor par de guitarras do mundo não chega a enjoar.
O solo alucinante de Extreme Dreams é daquelas que faz alguém querer tocar guitarras. E que já toca, não perde tempo e tenta tocar algo parecido.





A melhor música do álbum, na minha opinião, é Gentle Change. Para mim só tem bom gosto. André interpreta como um cantor veterano nesta música. Todos os instrumentos emocionam. Enfim, Grande Álbum.

Sábado, Setembro 19, 2009

Rock dos anos 90 - Revival 5 - Brasilis somente

Viva Brasil, a roqueândia desvairada, coqueiros e batucadas.
Viva Brasil, a terra onde os paus rolam pedras, do cerrado às novelas.











2-Bola-gato-69-bola-sete
É a bola da vez da: Elizabete
Dizem as más línguas que ela é boa de (Alô!)









Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Rock do anos 90 - Revival 4 - One Hit Wonders

Rock do anos 90 - Revival 4 - Bandas-de-Um-sucesso-apenas

Eles vem, lançam um álbum com uma música que é AQUELA que vai pegar na cabeça da galera. No máximo tentam emplacar outra música, e por incompetência ou força maior não conseguem seguir uma carreira mais duradoura no xoubiz!
Isso é aqui e lá fora, obviamente.

Não querendo fazer injustiça ou mesmo sacrilégio, há algumas bandas-de-um-sucesso-só que são muito boas. O álbum inteiro é ótimo, decente, mas são esses grupos que por força maior não conseguem compor algo grandioso depois.

Tá certo...este tem outro sucesso. Exceção 2 hit wonder.




Temple Of The Dog - Hunger Strike








EMF Unbelievable - Red Hot Dance - R. Renda

Terça-feira, Agosto 18, 2009

Rock dos Anos 90 - Revival 3 - Progressivo

Progressivo. Normalmente as pessoas lembram de Pink Floyd, Genesis, Yes, etc. Curioso é que todas essas bandas são de décadas passadas. Dificilmente as pessoas conhecem bandas progressivas mais novas. E não conhecem Spock´s Beard, perdendo 3/4 da vida delas.

Em 1995 foi lançado o álbum The Light. Em meio ao grunge, o metal panteriano dominando um cenário mais underground, Oasis representando a terra da Rainha, parece insano ter uma banda prog nesse cenário. Um álbum com 4 músicas, com uma média de 14 minutos por música, consagra Spock´s Beard pela contemporaneidade ao mesmo tempo que resgata os padrões musicais do rock progressivo de '60 e '70.

Spock´s Beard possui músicas elaboradas, canções "cantoria" e as duas coisas juntas. Não possui uma pegada metal que consagraria Dream Theater. É basicamente rock, com muitas linhas melódicas ora pegajosas, ora complexas.

Incrivelmente os anos 90 nos brindou com uma excelente banda prog.

Assistam aos vídeos com um bom par de falantes e em HQ.



Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Rock dos Anos 90 - Revival 2

Continuando a saga "Rock dos Anos 90 - Revival"
Pode ser nostagia. Ou rememoração. Eu acredito numa descoberta.

Agora eu privilegiarei o rock-pop brazuca! Uma década em que o gênero universal, o rock, deu seus últimos e legitimos suspiros regionais por aqui. A brasilidade era visível e honesta. Chico Science, Sepultura (a mais brasiliana das bandas), consolidação das bandas dos 80, Adriana Calcanhoto, Mamonas Assassinas.

Ao contrário do que acontecia ao Norte, acredito que o rock-pop no Brasil vinha consolidando o que começou nos anos 80. Ocorreria o segundo Rock in Rio, e toda a turma daqui assimiliaria as influências de fora e criariam um prato típico daqui.
E é estranho também a exaltação à MPB. A ascenção do pagode foi o maior indício da feroz necessidade, arruinada depois, de se fazer algo "da gente". No rock foi parecido. Mesmo cantando em inglês ou espanhol, as barreiras estavam sendo quebradas no melhor estilo Carmen Miranda e Zé Carioca.







Terça-feira, Agosto 11, 2009

Rock dos Anos 90 - Revival

Eu adoro o rock pop dos anos 90. Normalmente as pessoas gostam das músicas das décadas quando cresceram. As músicas fazem lembrar de um tempo bom, a infância.
Posso padecer disso, mas também tenho outros motivos.

Os anos 90, para o rock, foi uma ducha e resgate. Os anos 80 tinham muito glitter e pancake. Também foi uma revolução pro Metal em geral, com Black Album do Metallica e Painkiller do Judas Priest.
A produção musical do rock nessa década seria norteado por estes álbum, Nevermind do Nirvana e Dangerous do Michael Jackson, entre outros.

Voltando pro lado mais rock, o Grunge pra mim foi uma volta às origens do rock. Porém, não respeita o tempo em que foi lançado e soa moderno, sem esses clichês como Little Joy, Vanguart e outros.
O rock pop manteve o brilho dos anos 80, ao mesmo tempo que as canções tem pretensões setentista e a modernidade noventista.

Notem o ar fresco dos anos 90:

Gin Blossoms - Follow You Down

Iggy Pop - Candy


Nirvana - Drain You (live)

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

O vídeo definitivo CONTRA o Lula



Vídeos contra o Lula existem ao montes. A imensa maioria acerta em cheio na crítica.
Lula é desmascarado exclusivamente pelos fatos. O vídeo acima é curto e mostra com clareza porque Lula é mentiroso, corrupto, vigarista, falsário...enfim, um bandido.

Não há uma pessoa de bem, mesmo que apoie o Lula e o PT, que ao ver o vídeo continuaria a apoiá-lo.

Se você viu o vídeo e ainda sim o apoia, com frases na cabeça do tipo "tudo intriga da oposição", "é golpe da mídia", você é UM BANDIDO SAFADO QUE DEVERIA ESTAR LONGE DAS PESSOAS.

Sexta-feira, Julho 31, 2009

Metarmofose do Green Day. Bowie e Bon Jovi aglutinados.



Green Day ficou emo. Nenhuma novidade. Desde o American Idiot isso já estava evidente.
Não digo que a qualidade caiu, e nem que seja ruim eles fazerem um som diferente do que os consagrou. O "Jesus of Suburbia" é uma prova de que conseguem fazer um ótimo som, e com pretensões progressivas, para meu deleite. Se você riu do que escrevi, ria novamente.

Mas a minha intenção é mostrar que músicas recentes cada vez mais tem uma sonoridade que remete à outras músicas. A música do vídeo "21 Guns" é exemplo de verso meio xoxo, apenas para servir ao refrão. O refrão, para mim, tem influências na melodia que me deixa encucado: parece uma música antiga!

Tenho dois palpites. Um é do "Say It isn´t So", do Bon Jovi. Atenção ao refrão:




Veja este do Bowie, "All the Young Dudes". Pra mim o principal. Refrão:



Agora junte as duas músicas e terá o refrão do "21 Guns". \o/

Terça-feira, Julho 28, 2009

CONTRA o Politicamente Correto

A ditadura do politicamente correto parece não conhecer limites.

Procuradoria analisa se Danilo Gentili fez piada racista no Twitter
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u601173.shtml

"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?" A frase é de Danilo Gentili, integrante do programa "CQC" (Band). Postada na madrugada de sábado (25) para domingo no Twitter, a declaração se arrasta numa polêmica que deixou de ser virtual e chegou ao MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo).

Segundo a assessoria de imprensa do MPF-SP, a mensagem de Gentili já foi encaminhada a um procurador, que vai apurar se houve ou não racismo. A ONG Afrobras também se posicionou contra o "repórter inexperiente". "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda [entrar com] uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG.

"Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro "tweet" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog. "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" Mais de uma vez, ele tentou se justificar. "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito."


O fato do Gentili ter sido acusado de racismo é a gota d´água. O tal Vicente da ONG Afrobras, um verdadeiro preconceituoso e ignorante, utilizando da palavrinha mágica "democracia", destila o veneno do politicamente correto que envenena a liberdade.

Gentili foi feliz em mostrar que são esses tipos de pessoas que têm preconceitos.

Pessoas do politicamente correto, tremei! Pois...


VOU MANDAR TODOS TOMAREM NO OLHO DO CU!

Sábado, Julho 25, 2009

O que deixa a velha louquinha!

Terça-feira, Julho 21, 2009

Mulher de Kaká e seu umbigo




Não é novidade que pessoas buscam numa religião um sentido simplista da vida, justificar de maneira rasa condutas alheias e não se preocupar em saber o que realmente se passa ao teu redor. Sempre apela ao nome do ser divino e teu profeta Jesus, entre outros. Nenhuma novidade, certo?

Certo! Mas o vídeo onde a mulher de Kaká diz umas asneiras sem sentido, e a maior delas, “Como é que pode alguém no meio de uma crise ter dinheiro? Na crise ninguém tem dinheiro... e Deus colocou esse dinheiro na mão de quem? Na mão do Real Madrid para contratar o Kaká...”, continua: “o propósito é abrir uma igreja lá...”, surpreende pela visão estúpida e noção de mundo que não ultrapassa o próprio umbigo.

É bem isso que acontece. Pessoas ignorantes são ludibriadas ora por discursos ideológicos ou religiosos. A maneira curta pra se chegar à "verdade". Não "gastam" neurônios para tem uma compreensão racional e ampla da vida.

A preguiça mental reina entre os brasileiros.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Na edição da revista Piauí deste mês

Tem uma faixa na diagonal na capa da revista:

EXCLUSIVO
Nenhuma linha sobre Michael Jackson

Quinta-feira, Junho 25, 2009

MICHAEL JACKSON MORREU!!!

MICHAEL JACKSON MORREU!

Terça-feira, Junho 16, 2009

Anais do aquecimento global

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Às quantos andam os movimentos estudantis?

Uma verdadeira cilada para mim ter ido ao CONUEE, congresso da união estadual dos estudantes. Como delegado por minha faculdade, fui lá eu pela primeira vez a um congresso como este, prometido a mim vários temas para debates. Temas interessantes, até. Discutiria com outros estudantes, universitários, e convidados como professores, juristas e o Protógenes Queiroz. Muito bem.

Ao chegar à faculdade em Campinas onde aconteceria o congresso, já avisto uma faixa "Passe-livre Já". Passe-livre? Pensei... veio a cabeça meia-entrada. Só falta esses "negos" não quererem pagar nada, mentalizei. Fui adentrando e encontro outras faixas, hilárias e folclóricas, como "Pré-sal é nosso! Por uma empresa 100% Estatal", "10% do PIB para a Educação", "Esquerda Marxista”... só por Deus!

O tema foi o pacto republicano e projeto nacional. Tinha juristas, um do AJD, Associação dos Juízes para a Democracia, muito simpático e inteligente. Cada um falava, dando impressões pouco diversas um do outro sobre o pacto republicano, suas conseqüências, origens, se é cumprido, distorções nos papéis dos três poderes, etc. Todos falaram de modo a deixar o Protógenes Queiroz para o final. Tirando as pequenas partes que eles, incluindo principalmente o Búfalo do PSOL de Campinas, se meteram a falar de política econômica, mercado e Estado, foi proveitoso.

Durante o congresso ouve várias salas para debates de temas interessantes e algumas pouco interessantes. Pelo caminho encontravam-se comuna, socialistas, marxistas, e os menos radicais, os desenvolvimentistas. Também tinha uns fulanos, garotas afim de festa apenas.

O problema é que os debates serviram de discurso para as principais lideranças estudantis. Utilizavam grande parte do tempo disponível para o debate como apresentação do tema e opiniões iguais. Todos eles munidos de frases-prontas sobre os temas, atacando algo inexistente, por exemplo, o "imperialismo", e outras abobrinhas. Eu tinha vários pontos para esclarecer os discursos deles, mas não tive tempo hábil, já que os primeiros falaram por 15 minutos, e quando via que o tempo se esgotava, davam 3 minutos para os outros, e a lista para falar tinha 15 pessoas.

O que mais choca não é o culto ao Che em camisetas expostas para venda, ou o jornal "Luta de Classes" por 3 reais, ou até mesmo um moderno computador portátil sendo usado na barraca da Esquerda Marxista, ou os banheiros sujos, ou a comida ruim, mas grátis. O que choca é ver os acadêmicos, estudantes e alguns professores apoiadores reivindicarem como, por exemplo, 75% do orçamento da Educação no ensino superior. E ainda falarem que isso é pro bem da nação. Reivindicam apenas o que interessa a eles, sem nenhum critério econômico e político e posam de heróis do Brasil. O que choca é eles terem a acesso e oportunidade de criarem conhecimento e, ao invés disso, disseminam desinformação, propaganda. Assuntos da maior importância como a decadência do legislativo, políticas anti-desenvolvimento econômico, ensino básico deteriorado e justiça nada cega são deixados de lado. O ensino superior é superestimado e tratado como "salvador da pátria".

Orgulham-se os estudantes dizendo que o futuro está nas mãos deles, relembram a ditadura e como os estudantes "lutaram" por democracia, as "conquistas sociais através dos estudantes e do povo brasileiro", voto aos 16 anos, impeachment de Collor... mal sabem eles que não passam de marionetes munidos de propagandas.

Não percam os desbravamentos de temas sob a ótica racionalista e liberal, entre outros, em Academia dos Comuns. Um blog entre dois universitários de Economia e seus devaneios acerca de temas econômicos e políticos, com um toque acadêmico e cheio de simplismos! 

Quinta-feira, Maio 07, 2009

Teoria da Incompetência

Essa teoria, desenvolvida de maneira simplista para ser acessível, tenta entender o por que da incompetência dos povos e nações ao culpar outros pela pobreza e falta de desenvolvimento.
Não discutirei sobre a incompetência individual. A incompetência que retrato é a geral.

Um exemplo de incompetência em nossa terra é culpar nosso atraso ao imperialismo norte-americano ou a nossa herança de termos sido colônia dos portugueses. Temos mais de 100 de República, 25 anos de democracia contínua. Ainda sim somos burros e não sabemos votar nos representantes, não sabemos fomentar a geração de renda e é tudo culpa da Nike.

Incriminar nações mais ricas pela nossa pobreza segue a simples equação: eles ricos + "dominação" = nós pobre.

Os suecos têm carro, andam de metrô, educação de primeira, saúde com qualidade socializada pois eles exploram os pobrinhos, como os brasileiros.

E se os brasileiros explorassem outros? E se nós somos imperialistas?
Não muito distante, ano passado, vinculou-se na imprensa paraguaia que o Brasil é Imperialista e Explorador. No momento, Fernando Lugo, que viria a ser presidente daquele país, tinha como segundo principal discurso a revisão do Tratado de Itaipú. Claro, todos os solidários viram nisso a culpa brasileira do Paraguai ser o que é, e a salvação seria a revisão, forçando o Brasil pagar mais, "pois estávamos pagando abaixo do preço".

Agora sabemos que a pobreza do Paraguai devesse à exploração brasileira.
E como estamos bombando, os nossos vizinhos da sulamérica fazem coro com Lugo.

Assim como os suecos, temos carro, andamos de metrô, temos educação de primeira e saúde com qualidade socializada.


As mazelas paraguaias, assim como as brasileiras, deve-se à incompetência dessas duas nações.
Mas somos latino-americanos que sabem se lamentar.

Vale ver o vídeo neste linque: http://www.defesanet.com.br/dntv/05_14Nov08.htm

Domingo, Dezembro 21, 2008

O problema ético do Brasil

Assim caminha a maioria das falcatruas do Brasil: longe da população e discussões omitidas pela grande mídia que no máximo pincela sobre o assunto. Como exemplo, a Veja desta semana tá magrinha e sem nenhuma reportagem sobre o fato.
Outro fator que também me assusta: as decisões vinda do Castelo-central, Brasília.
A criação de mais de 7.343 vagas de vereador no país demonstra vários problemas que impede o progresso. Essa proposta de emenda à Constituição (PEC) concebida pelo Senado, onde a maior parte das cadeiras está com os maiores partidos do Brasil, ampliaria o cabidão de emprego que o Estado sustenta. Na verdade o Estado só cria e nós sustentamos.

Entendendo que os Senadores representam os interesses das Unidades Federativas onde foram eleitos, e usando a ótica brasileira de representação política de interesses dessa classe, percebe-se que essa PEC interessa apenas a arrecadação e troca de favores entre eles mesmo. Oras, quanto mais vereadores dando suporte político e desviando verbas para caixa 2 de seus partidos, mais fortalecidos saem os partidos e teu correligionários em todas as regiões.
Pra terminar de entender, apenas saiba quais foram os partidos mais votados nas últimas eleições municipais.

Outro problema, como já disse, são os mando e desmandos centrais. Um projeto como esse que cria em todo o país mais vagas pro legislativo não segue nenhum critério ou estudo sobre as reais necessidades locais. Sem nenhum erro posso dizer que as câmaras municipais já tem um número suficientes de parlamentares e outras têm até demais.

Essa proposta foi barrada na Câmara dos Deputados, mostrando rara competência dos deputados e provocando a ira do Senado, que entrou com um mandado de segurança STF para obrigar a Câmara a votar a favor da PEC. E alega que as duas casas legislativas tinham um bom entendimento até o presente momento.
Resumindo: a troca de favores entre a classe política em busca dos interesses deles próprios é tão escancarada que só acredito que existe isso no país da novela das 8.

Plim-plim pra você! ;)

Domingo, Dezembro 14, 2008

Reflexões e Teses Petrucchianas






Localização de parte das favelas principalmente em São Paulo mostra a eficiência do planejamento da urbanização e infra-estrutura. Estão ao lado dos bairros nobres. Vasta mão-de-obra barata para trabalhos domésticos e equivalentes se encontram nas comunidades pobres. Os empregadores também se beneficiam dos baixos custos da locomoção casa-trabalho-casa.

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A expansão do vegetarianismo-ideológico nos tempos de hoje, além de também usar de falsas propagandas, tem outra constante: A urbanização. Em outras palavras, distância da roça, da galinha tratada à milho e das "raízes" humanas.
Quantas pessoas você conhece que são vegetarianas-chatas-não-mate-o-coelhinho-indefeso que vieram/conviveram/sabem-da-existência da zona rural? Se conhece, a proporção dessas pessoas com as da cidade?


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Esses dias vi no Fala Que Eu Te Escuto uma reportagem que entrevistava uma mulher de 42 anos, com duas faculdades (pedagogia e outra parecida) que não arrumava trabalho. Por esse motivo era garota de programa.
Isso corrobora o meu fascínio: A mulher já nasce com o ganha-pão. Economicamente sustentável!

Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Brasileiros e Brasilianos

Este texto é tão obrigatório que deveria entrar como leitura obrigatória nas escolas e universidades

Por 500 anos mentiram para nós. Esconderam um dado muito importante sobre o Brasil. Disseram-nos que éramos brasileiros. Que éramos cidadãos brasileiros, que deveríamos ajudar os outros, pagando impostos sem reclamar nem esperar muito em troca. Esconderam todo esse tempo o fato de que o termo brasileiro não é sinônimo de cidadania, e sim o nome de uma profissão. Brasileiro rima com padeiro, pedreiro, ferreiro. Brasileiro era a profissão daqueles portugueses que viajavam para o Brasil, ficavam alguns meses e voltavam com ouro, prata e pau-brasil, tiravam tudo o que podiam, sem nada deixar em troca.

Brasileiros não vêem o Brasil como uma nação, mas uma terra a ser explorada, o mais rápido possível. Investir no país é considerado uma burrice; constituir uma família e mantê-la saudável, um atraso de vida. São esses brasileiros que viraram os bandidos e salafrários de hoje, que sonham com uma boquinha pública ou privada, que só querem tirar vantagem em tudo. Só que você, caro leitor, é um brasiliano. Brasiliano rima com italiano, indiano, australiano. Brasiliano não é profissão, mas uma declaração de cidadania.

Rima com americano, puritano, aqueles abnegados que cruzaram o Atlântico para criar um mundo melhor, uma família, uma nova nação. Que vieram plantar e tentar colher os frutos de seu trabalho, sempre dando algo em troca pelo que receberam dos outros. Gente que veio para ficar, criar uma comunidade, um lar. Que investiu em escolas e educação para os filhos e produziu para consumo interno. Foram os brasilianos que fizeram esta nação, em que se incluem índios, negros e milhões de imigrantes italianos, espanhóis, japoneses, portugueses, poloneses e alemães que criaram raízes neste país.

Brasilianos investem na Bolsa de Valores de São Paulo. Brasileiros investem em offshores nas Ilhas Cayman ou vivem seis meses por ano na Inglaterra para não pagar impostos no Brasil. Brasileiros adoram o livro O Ócio Criativo, de Domenico de Masi, enquanto os brasilianos não encontram livro algum com o título O Trabalho Produtivo, algo preocupante. Como dizia o ministro Delfim Netto, o sonho de todo brasileiro é mamar nas tetas de alguém. Quem está destruindo lentamente este país são os brasileiros, algo que você, leitor, havia muito tempo já desconfiava. Infelizmente, o IBGE não pesquisa a atual proporção entre brasileiros e brasilianos neste país. São as duas classes verdadeiramente importantes para entender o Brasil. Mais importante seria saber qual delas está aumentando e qual está diminuindo rapidamente, uma informação anual e estratégica para prevermos o futuro crescimento do país.

Não vou fazer estimativa, deixarei o leitor fazê-la com base nas próprias observações, para sabermos se haverá crescimento ou somente a continuação do "conflito distributivo" deste país. O eterno conflito entre aqueles que se preocupam com a geração de empregos e aqueles que só pensam na distribuição da renda. Os brasilianos desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população. Uma Constituição feita pelos verdadeiros cidadãos, que estimule o trabalho, o investimento, a família, a responsabilidade social, a geração de renda, e não somente sua distribuição. Uma Constituição de obrigações, como a de construir um futuro, e não somente de direitos, de quem quer apenas garantir o seu. Precisamos escrever e reescrever nossos livros de história. Em vez de retratarmos o que os brasileiros (não) fizeram, precisamos retratar os belos exemplos e contribuições do povo brasiliano para esta terra. Um livro sobre a História Brasiliana, da qual teríamos muito que nos orgulhar. Vamos começar 2008 tentando ser mais brasilianos e menos brasileiros.

São 500 anos de cultura brasileira que precisamos mudar, a começar pela nossa própria identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)
Revista Veja, Editora Abril, edição 2040, ano 40, nº 51, 26 de dezembro de 2007, página 22

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

DALLARI SOBRE GILMAR MENDES: DEGRADAÇÃO DO JUDICIÁRIO

Não pude deixar de não disseminar por aqui a profecia do jurista Dallari sobre Gilmar Mendes e todo o rolo do Judiciário com a PF.
O texto, de 2002, é de uma clareza e informação que ajuda a entender o poder da corrupção e da má fé do governo do presidente com 70% de aprovação.


DALLARI SOBRE GILMAR MENDES: DEGRADAÇÃO DO JUDICIÁRIO

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.

Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.

Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.

Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.

É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em "inventar" soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, "inventaram" uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.

Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.

Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um "manicômio judiciário".

Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no "Informe", veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado "Manicômio Judiciário" e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que "não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo".

E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na "indústria de liminares".

A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista "Época" (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na "reputação ilibada", exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.

A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou "ação entre amigos". É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.


Dalmo de Abreu Dallari, 70, advogado, é professor da Faculdade de Direito da USP. Foi secretário de Negócios do município de São Paulo (administração Luiza Erundina)
Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dallari-sobre-gilmar-mendes-degradacao-do-judiciario/

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Adeus à privacidade na rede

Google Chrome dá mais um passo no acúmulo de dados dos usuários

Paloma Llaneza
Em Madri


O lançamento do Chrome, o navegador da Google, reabriu o debate sobre a privacidade na Internet no que parece ser a última volta do parafuso na integração de serviços de coleta de dados de seus numerosos usuários.

A apresentação à sociedade do Chrome, concorrente direto do Firefox (também apadrinhado pela Google através da fundação Mozilla), foi acompanhada em partes iguais de elogios quanto às melhoras de utilização e de críticas sobre sua política de conteúdos e de proteção de dados. Enquanto a primeira, que dava à Google direitos sobre os conteúdos, foi suprimida, a relativa à proteção de dados continua remetendo o usuário ao seu Centro de Privacidade, onde se estabelecem condições genéricas e pouco claras do que a Google ou as empresas de seu grupo fazem ou podem fazer com nossos dados mais que pessoais.

Não importa se o usuário está abrindo um canto no Blogger, enviando um vídeo para o YouTube, usando um editor de textos no Google Docs, armazenando seu histórico médico no Google Health ou instalando o Chrome, todos acabam no porto californiano que é esse centro de privacidade que só reconhece a jurisdição de Mountain View, EUA, e onde não se sabe muito bem o que se faz com os dados.

O negócio dos dados é muito mais rentável do que um usuário pouco informado possa imaginar. Um dado isolado não vale nada; os dados que um usuário gera ao usar todos esses serviços não têm preço. Seu cruzamento permite saber o que ele busca, quando e de onde se conecta, com quem fala e sobre o quê, onde passará as férias ou se vai assassinar seu cônjuge, como no caso de Melanie McGuire, descoberta e condenada à prisão perpétua por ter cometido o deslize de procurar no Google "veneno indetectável".

Quanto mais dados se cruzam, mais preciso é nosso retrato digital. Por isso a legislação espanhola e da Comunidade Européia, que a Google não aplica a seus usuários espanhóis, proíbe a cessão de dados entre empresas do mesmo grupo sem consentimento, obriga as companhias a dizer que informação tem de seus usuários e para que a usa, cancelando-a quando não é mais necessária. Tudo isso para que o dono desse retrato holográfico decida o que permite que se faça ou não com seus dados.
Essa queixas sobre a política de privacidade da Google não são novas.

Já em julho de 2007 a ONG britânica Privacy International elaborou uma classificação mundial e colocou a Google à frente das empresas pouco respeitosas, que qualificou de "hostis" à privacidade. Identificou a Google como a menos respeitosa entre nomes conhecidos como Amazon, Microsoft, eBay, Myspace e BBC. Observou várias possíveis infrações, como a retenção de dados de usuários durante longos períodos de tempo sem a possibilidade de cancelá-los ou apagá-los, ou a de não informar sobre o uso que dá aos mesmos. O relatório afirmava que a Google retém não só dados de busca dos últimos 24 meses ou os de navegação quando se utiliza a Google Toolbar (a barra de buscas que pode ser instalada em qualquer navegador), como os facilitados pelo próprio usuário voluntariamente - ao entrar em algum serviço - ou involuntariamente - através dos logs (registros) de buscas que permitem identificar pessoalmente o usuário. O relatório a censura por descumprir a própria norma americana de privacidade.

Mas o jogo com os dados privados na Internet não é exclusivo da Google. Poucos usuários do Blogger, dos que colocam suas fotos em Flick e vídeos no YouTube ou falam com seus amigos através de Facebook ou Twitter leram as condições de uso desses serviços. A maior parte delas, incluindo as relativas ao tratamento de dados de caráter pessoal, está em inglês e sujeita à legislação americana. As traduções em castelhano, como indicam no Facebook, são oferecidas somente a "título informativo". Precisamente, o Information Commissioner's Office do Reino Unido iniciou antes do verão uma investigação devido à queixa de um usuário do Facebook, de que foi incapaz de apagar suas informações apesar de ter cancelado a conta. As queixas sobre o Facebook também afirmam que ele colhe informação delicada sobre seus usuários e a compartilha com outros sem sua autorização.

Proteger-nos e compartilhar informação só com quem desejamos é difícil, mas não impossível. O International Working Group on Data Protection in Telecommunications [Grupo de Trabalho Internacional sobre Proteção de Dados nas Telecomunicações] publicou recomendações para que o usuário de redes sociais tente proteger sua privacidade sem morrer tentando. Parafraseando o slogan da Google: "Don't be fool, be informed" (Não seja bobo, informe-se). 

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Visite o site do El País

Domingo, Outubro 12, 2008

Sua personalidade de acordo com o estilo musical

Música e Personalidade

  • Bluesboa auto-estima, criativos, extrovertidos, gentis, de bem com a vida
  • Jazz - boa auto-estima, criativos, extrovertidos, de bem com a vida
  • Música clássica - boa auto-estima, criativos, introvertidos, de bem com a vida
  • Rap - boa auto-estima, extrovertidos
  • Ópera - boa auto-estima, extrovertidos, gentis
  • CountryTrabalhadores, extrovertidos
  • Reggae boa auto-setima, criativos, pouco trabalhadores, extrovertidos, gentis, de bemcom a vida
  • Dance criativos, extrovertidos, rudes
  • Indiebaixa auto-estima, criativos, pouco trabalhadores, rudes
  • Rock/heavy metalBaixa auto-estima, criativos, pouco trabalhadores, introvertidos, gentis, de bem com a vida
  • Popboa auto-estima, pouco criativos, trabalhadores, extrovertidos, gentis, desassossegados 
  • Soulboa auto-estima, criativos, extrovertidos, gentis, de bem com a vida

Fãs de música clássica e heavy metal são parecidos, diz estudo

Um estudo que analisa a relação entre gosto musical e personalidade sugere que há semelhanças entre fãs de música clássica e aqueles que gostam de heavy metal.

A pesquisa, realizada na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, entrevistou 36 mil pessoas. Os pesquisadores fizeram perguntas sobre características da personalidade de cada participante e pediram para que os voluntários avaliassem 104 estilos musicais. 

Os resultados sugerem, por exemplo, que fãs de jazz são criativos e extrovertidos, enquanto aqueles que gostam de música pop tendem a ter pouca criatividade. 

Segundo o professor Adrian North, que liderou o estudo, a surpresa foi descobrir semelhanças na personalidade de fãs de música clássica e heavy metal. 
 

"São pessoas muito criativas, introvertidas e de bem consigo mesmas, o que é estranho. Como você pode ter dois estilos tão distintos com grupos de fãs tão parecidos?", afirmou North. 

Ele ressalta que uma das explicações pode ser o “aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos”. 

"As pessoas em geral têm um estereótipo sobre os fãs de heavy metal, acham que eles têm tendência suicida, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade em geral. Na verdade, são pessoas bem delicadas", afirmou 

Relação

De acordo com North, a pesquisa pode ser muito útil para a indústria fonográfica e para quem trabalha com marketing. 

"Se você sabe a preferência musical de uma pessoa, pode dizer que tipo de personalidade ela tem e para quem deve vender", disse North. 

"São implicações óbvias para a indústria da música, que está preocupada com a queda da venda de CDs."
 Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080905_musicapersonalidade_np.shtml

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

A apaixonante Esperanza Spalding

Vez ou outra pipocam algumas cantoras de Jazz pro grande público. Assim como a Diana Krall, Norah Jones e Amy Winehouse. 
Krall é um exímio pianista, de fato. Tem um alcance vocal limitado. Norah é muito competente e não dá o passo maior que a perna. Winehouse tem um timbre diferente e provocador. Todas elas são bonitas. (exceção da Amy que tá uma bagaça).

Essas estão fadadas à disciplina do mainstream. Sem querer elas vestem o uniforme e vão tocar algo que mais se aproxima do pop.

Graças que ouvi Esperanza Spalding. No álbum 'Esperanza', seu segundo álbum, logo a primeira música causa arrepios com ela cantando 'Ponta de Areia'. Uma voz feminina com bom alcance e timbre apaixonante. E empunhando um baixo-acústico, ela canta as vozes graves nele com uma energia jovial contagiante.

Um prodígio que é, Esperanza representa uma nova-guarda muito aguardada e é jóia rara. Uma artista multi-talentosa, lindíssima, e no começo de uma carreira longa e muito promissora.

Winehouse que tome consciência e aprenda com a Spalding como ser uma verdadeira diva.



Ela não é linda?

www.esperanzaspalding.com

http://en.wikipedia.org/wiki/Esperanza_Spalding

Terça-feira, Setembro 23, 2008

Sobre o capitalismo, o melhor sistema econômico já inventado

Fui agraciado com uma coluna que traduzia bem o que pensava em dizer sobre o livre-mercado. Na verdade traduz e explica.

Ainda não jogue fora seu capitalismo
A turbulência na economia americana fez muitas pessoas atacarem o capitalismo, por um bom motivo: o capitalismo é inerentemente turbulento. Este é motivo para Joseph Schumpeter, o lendário economista de Harvard, chamá-lo de "destruição criativa".

Dito isso, muita gente (inclusive eu) ainda assim considera o capitalismo como o melhor sistema econômico já inventado. Ele é perfeito? Dificilmente. Quando penso no capitalismo, eu penso no que Churchill certa vez disse sobre a democracia: "A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as outras formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos".

Uma boa forma de apreciar seu próprio sistema bom mas imperfeito é visitar o sistema pior e mais imperfeito de outro país. Aqui está o exemplo de um livro interessante que estou lendo -" The Gridlock Economy", de Michael Heller, um professor de lei imobiliária da Universidade de Colúmbia:

"No final de 1991, enquanto a União Soviética estava ruindo, eu viajei para Moscou como parte de uma equipe do Banco Mundial. O novo governo de Boris Yeltsin queria saber o que era preciso para criar uma economia de mercado em um país sem memória viva do capitalismo."

"Eu fiquei impressionado em quanto o socialismo inverteu as coisas. No inverno de Moscou, meus amigos deixavam suas janelas abertas para os apartamentos não superaquecerem. Por quê? A energia não tinha um preço, de forma que não havia termostatos. Todo mundo viajava grandes distâncias para trabalhar. Por quê? Terrenos e transporte não tinham um preço, de forma que Moscou tinha chalés próximos do centro da cidade e altos prédios de apartamentos nos subúrbios distantes. Milhões estavam socados em conjuntos habitacionais obsoletos, mas não havia como desenvolver os terrenos próximos. Estes custos se tornaram visíveis tão logo os russos começaram a atribuir um preço aos terrenos, à energia e outros recursos no valor de mercado mundial. A transição foi dolorosa."

Provavelmente nos faria bem perceber que o atual barulho em torno dos aumentos dos preços nos Estados Unidos é, na verdade, o som de muitos ovos sendo quebrado, o que de forma moderada poderá ser uma boa coisa para muitas pessoas. A dor do momento é real, mas também é a força do sistema.

Stephen J. Dubner

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Minha Escola no CQC

Não pude deixar de ficar alegre ao ver a escola onde estudei o primário na tv. Também fiquei triste em ver que ela só piorou desde os tempos em que eu a freqüentava.
Não minto se eu disser que passei um dos meu melhores momentos escolares naquela escola. Antigamente era pobre, humilde, esperançosa. Sonhavam em um dia ver um progresso como se viu na gestão de uma tal Luiza Erundina...agora é pobre, abandonada, sem perspectiva e pior que antes.


Mas Erundina foi prefeita de São Paulo. A Escola Dr. Lauro Celidônio Gomes dos Reis é estadual. E depois de anos com os tucanos no poder desta unidade federativa, vejo o degradação sem fim do ensino.

Bons tempo de Celidônio que não voltam mais...o pão-com-mortadela de 50 centavos ou o cachorro-quente das festinhas de 1,50 mais um suco. Pega-pega, Ás e Bês, uma batucada que não sabia o porquê.

Minha escola que não é mais minha.

Parte I


Parte II

Terça-feira, Setembro 16, 2008

Bolívia e a direita anti-democrática oligárquica

Oposicionistas na Bolívia estão agindo o que uma Veja da vida descreveria como "barbárie-animalesca da esquerda à favor da ditadura". Claro que não denominam assim pois, como disse, são oposicionistas.

Vejo o caos na Bolívia como é o caos de informações que se recebe sobre este país. Federalismo, separatismo, comunismo, antagonismo, golpismo e oligarquia, para não ficar só nos ismos.

Algo certo pode-se dizer que a tal autonomia querida por alguns departamento, que em tese é legitíma e benéfica, foi fachada para se apoderar das riquezas minerais que é de todo povo boliviano. Que Evo age como um democrata ao contrário do nosso amigo Chávez, da Venezuela. Que oposicionistas articulam um golpe contra o presidente, e promovem as tais barbáries-animalescas. Também é certo que o referendo provou que Evo está lá democraticamente. Que os Estados Unidos estão de alguma forma envolvidos nisso, como esteve no golpe ao Chávez em 2002.

Sim, a direita tá fazendo barulho. E mortes. Não querem largar o osso que é de todos os outros. E a mídia passará isso como se fosse algo que o Morales plantou e que agora está colhendo. Faça-me um favor.
Sair saqueando e depredando propriedade privada e pública é inadimissível independente de quem o faça. E estão matando.

Cuidado com Vejas e JNs.


Para saber um pouco mais:


http://www.abi.bo/

http://www.cartamaior.com.br/

http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/09/16/ult27u67578.jhtm

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Vamos votar?

Não pude deixar de  colocar isso pra completar minha saga sobre as eleições da cidade.

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MIGUEL MOUBBADA HADDAD / PREFEITO PSDB / CONSTRUINDO O FUTURO
Processos 

- Ação Civil Pública n. 309.01.2004.010729-7 - 6ª. Vara Cível de Jundiaí - Improbidade Administrativa

OBS: A AÇÃO CIVIL PÚBLICA FOI JULGADA IMPROCEDENTE E O MINISTÉRIO PÚBLICO INTERPÔS RECURSO DE APELAÇÃO QUE FOI RECEBIDO E AGUARDA PRAZO PARA CONTRA-RAZÕES.

- Ação Civil Pública n. 309.01.2007.004733-4 - Vara da Fazenda Pública de Jundiaí - Improbidade Administrativa

http://www.amb.com.br/?secao=listacandidatos
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Não é o máxxximo??

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

Debate dos candidatos à Prefeitura

Terça-feira ocorreu em Jundiaí um debate dito histórico no anfiteatro do UniAnchieta promovido pelo jornal Bom Dia, ACE de Jundiaí e apoio da rádio Cidade de Jundiaí. No atual momento em que pouco vemos os canditados na mídia, além de termos 4 candidatos a disputar o cargo de prefeito da cidade, uma quantidade razoável para já ficarmos indecisos e buscarmos o máximo de informação possível para tomar-se juízo do voto, ver os prefeitáveis debatendo e apresentando seus planos de governo ao vivo foi realmente importante para a sociedade desta cidade.

Depois de apresentado a mesa mediadora, com a presença de um juiz eleitoral (ou qualquer coisa que o valha), foram introduzidos os candidatos. Nesse momento já previ um possível segundo turno inédito, com a entrada de Pedro Bigardi (PCdoB). A platéia fez alvoroço. E também se fez alvoroço, e com vaias, a entrada de Miguel Haddad (PSDB), candidato do partido que está no poder há trocentos anos, firmando a tese de que é o favorito com mais rejeição dos três.
Depois de que se fez presente todos os candidatos, sentados em frente à plateia, Gerson Sartori (PT) e Wanderley Victorino (PSOL) além dos outros dois favoritos, começou o debate, igual ao que se vê pela tv.

O debate correu bem, apesar de algumas interrupções por parte do público presente que se manifestava calorosamente, ou contrariadas, como foi um episódio em que o Haddad negou alguns fatos conhecidos por todos os habitantes daqui.
Nos sorteios onde se definia a ordem de pergunta de um candidato à outro, Haddad sempre peguntava para o que estava ao teu lado, o Victorino, um candidato sem Ensino Superior de um pequeno partido. Nem mencionei o fato de que ele é negro pois não faz nenhuma diferença. Percebi que era uma estratégia perguntar para um que se podia julgar não preparado para responder ou debater à altura.
Haddad simplesmente caia do cavalo. Victorino se mostrou não só que estava sintonizado com os problemas da cidade, mas que tinha pronta as respostas e propostas de acordo com o teu plano de governo. Foi um candidato que corria por fora e entrava no páreo durante o debate. Tinha uma clareza que me surpreendeu muitíssimo. É o mais jovem dos candidatos, talvez com uns 36 anos, mas com os pés bem fincados ao chão, dando o recado que não estava ali para brincadeira.

Sartori, apesar de ser adversário, estava junto com Bigardi contra o Haddad. As proposta dele eram parecidíssimas com a do Bigardi, tirando que Sartori teria a unção do Santo Lula. Numa pergunta para o Bigardi, o petista citou um crime eleitoral que o partido do governo, o do Miguel Haddad, teria praticado. Uso da Guarda Municipal fazendo cena pra propaganda partidária, acho. Os dois deixaram claro que não pactuariam em suas gestões qualquer falta de ética e apropriação da máquina pública.

Pedro, assim como os outros 2 da oposição, falou em uma gestão enxuta e eficiente, diferente do praticado hoje. As prioridades e alocação de recursos seriam para a melhoria da cidade para a comunidade em geral. Criticou o elitismo, que sim existe na cidade. A máquina pública não serviria apenas à meia dúzia.

Miguel, o do PSDB, fazia umas caras e bocas esnobes enquanto algum outro falava. Na hora de ele debater vinha com o famoso sotaque tucano, o do enrolar, citar números que não mostram a total realidade de fato. E, claro, muita demagogia. Prometeu o que ele já havia prometido nas 2 últimas vezes que ele foi prefeito, além de seus antecessores e sucessores. Ele falava de uma cidade onde parecia 'navegar em céu de Brigadeiro', diferente dos outros candidatos. Foi quando ele falava de um fato fora da realidade que a platéia se contrariou. Não tinha como não ficar contrariado.
Não é surpresa, já que estava vindo de um candidato do PSDB que serve às famílias tradicionais. Numa visão que o progresso é apenas mais um hospital particular sendo inaugurado, enquanto a saúde pública dispõe apenas de um hospital filantóprico.

Perto de terminar, o juíz eleitoral cedeu 1 minuto para Miguel como direito de resposta à acusação feita pelo Gerson. Nos 60 segundos cedidos, ele não desmintiu o fato. Ficou enchendo lingüiça falando o que a GM faria se ele fosse prefeito.

Ao final teve as considerações. Victorino pediu a benção dos pais, que me deixou comovido. Bigardi conseguiu inflamar mais um pouco a platéia. Sartori despediu-se. Haddad também, e inflamou algumas mulheres brancas de cabelos oxigenados e com umas bolsas da Arezzo ou qualquer coisa parecida. Totalmente leigas sobre política e gestão. 

Eu gostei do debate e foi esclarecedor em vários aspectos. Só que continuo indeciso em quem votar. Entretanto, tenho certeza em quem NÃO votar.

Linques para os sítios dos candidatos:

Gerson Sartori: http://www.gersonsartori13.can.br/

Miguel Haddad: http://www.miguelhaddad45.can.br/

Pedro Bigardi: http://www.pedrobigardi65.can.br/

Wanderley Victorino: http://ba50.blogspot.com


 

Domingo, Setembro 07, 2008

Estudos concluem que os metaleiros têm mais chances de desenvolverem doenças mentais

Um estudo publicado hoje no jornal Australasian Psychiatry, afirma que os adolescentes correm o risco de terem depressão e doença mental se escutarem determinado gênero de música. E o estilo musical que mais estimula tais riscos é o heavy metal. Segundo o estudo, quem escuta heavy metal, costuma fazer sexo sem proteção, além de ser adepto da automutilação e viciado em compras.

Outros gêneros musicais foram pesquisados pelos médicos. Os fãs de pop, por exemplo, geralmente são mais curiosos com a sua sexualidade e se preocupam em ser aceitos pelos outros. Agora, quem gosta de dance, provavelmente usa mais drogas, independentemente de sua condição socioeconômica. Já os adoradores de jazz, por sua vez, têm dificuldade nas relações sociais, além de serem solitários. Quem gosta de rap, por sua vez, está mais propenso ao roubo, à violência e à raiva, de acordo com o estudo.

Os médicos participantes do estudo pesquisaram o gosto musical de seus pacientes para determinar aspectos de sua vida social e o risco de cometerem suicídio. Através das respostas, chegaram às conclusões acima.

Outros gêneros, como indie, punk ou alternativo, não foram mencionados no estudo.

http://esquinadamusica.blogspot.com/2008/08/estudo-conlui-que-metaleiros-tm-mais.html

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Sou pobre, e você??

Uma das indagações mais debatidas é a perversidade da pobreza. Discute-se muito sobre o não ter e não poder, que sempre leva, dependendo do grau de instrução, ao questionamento do sistema e, por fim, a desigualdade entre os que podem e o que não podem.

Em nosso universo, a terra do Zé do Carioca e Caymmi, a discussão que prevalace é o porque de tanta pobreza e tão pouca riqueza. Claro que sabemos que a riqueza não é tão pouca. Com esta linha de pensamento desembocamos no tema central de qualquer discussão de estudantes com um martelo-e-foice: Por que uns têm muito e muitos outros têm pouco?

Já sabido também que não faltam pensadores que desenvolveram toda uma lógica sobre este fato social. Você deve até conhecer um deles.
O grande problema é a adaptação de tais pensamentos fundamentados num século retrasado nos dias de hoje.
Esse pra mim é o pecado.

Não só o problema da adaptação. Há também a dispersão do foco. Discutem a distribuição quanto deveriam questionar é o ACESSO à produção. Foi sacramentado por Adam Smith que a riqueza das nações provém do trabalho delas e da livre iniciativa. 

O que eu, pobre rapaz, quero dizer: Num país onde pouco se produz, pessoas produzem com pouca eficiência e não existe liberdade há a perversidade da pobreza. Isso sim pode ser adaptado à nossa realidade.
Reclamam de que trabalham para os outros e recebem miséria sendo que deveriam reclamar o porquê de não terem a capacidade de trabalhar pra si mesmos. O porquê de não vermos oportunidades onde outros de outras nações enxergaram, e com antecedência, e atingiram seus objetivos.

Claro que não justifico qualquer tipo de desumanidade oriundo da desigualdade. Até o contrário! Estou questionando o porque não temos e não tivemos acesso à liberdade e instrução adequados para fazermos o que quisermos para atingirmos nosso objetivos.

Por isso eu falo: Sou pobre, e você?

Quarta-feira, Junho 18, 2008

Vícios

Preciosas promessas

O pastor orientou que, quando chegasse a tentação, abrisse o Livro Sagrado e Deus proveria o socorro necessário. Abençoada Bíblia! Nunca tinha enrolado o baseado num papel tão maciozinho.
                             
(Marcio Ezequiel)


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Não dói


A mãe do Fábio não aprovava muito a amizade com o Zeca.
— Aqueles pais dele são muito moderninhos pro meu gosto.
Quando soube que o casal pegou o filho fumando maconha, quis saber que providências tomaram.
— Deram um tapa.
Tranqüilizou-se.

(Laís Chaffe)



Minguante

Terça-feira, Junho 17, 2008

A Bolsa e o Social

Alguns vêem as bolsas de valores como santuários do capitalismo. E se tiverem uma visão míope da coisa, falam que elas representam o pior do capitalismo, a busca incessante e desvairada de acumular capital.
Pode até ser...
Vejo a bolsa de valores como uma ferramenta de distribuição de renda, sempre citada e cultuada pelo nosso presidente quando ele fala do bolsa-"esmola"-família com orgulho.

Ter ações é uma das maneiras mais eficientes de participar dos ganhos de uma empresa, conseqüentemente, dos ganhos do país. Ter alguns papéis da Petrobrás, por exemplo, é ser "dono" de parte da empresa, e usufruir dos lucros da estatal, que além de distribuir dividendos aos acionistas, coloca dinheiro em caixa. Sendo ela estatal, é dinheiro de todos. Um bom círculo-vicioso!

Temos a cultura de ver ações como jogos de azar. Devemos isso à nossa ignorância e espírito pobre. Tudo que se 'ganha fácil' é através de jogos, pensam os brasileiros. O fato é que os países mais desenvolvidos a porcentagem da população que está nas bolsas é muitíssimo superior aos países parecidos com o Brasil.
Já visto em matérias de televisão, chinesas indo de bicicleta até onde se acompanha os índices e ficam costurando enquanto viam as movimentações financeiras.
Visto também que os chineses são um dos 'culpados' pela inflação dos alimentos.

A bolsa é mais que ganhar dinheiro facilmente, é a maneira mais eficiente de obter um direito: a democratização econômica.

Terça-feira, Março 25, 2008

O mau da Preocupação

A preocupação dos pais é um dos maiores obstáculos para seus descendentes. Qualquer situação ocorrida em alguma vida alheia é motivo de reclusão doméstica. Os olhos dos progenitores são escudos que "protegem", pensam eles. Vigiam, efetivamente. Os passos são observados atentamente. E esses passos executados cuidadosamente, pelo menos até a esquina, onde o indivíduo começa e ser como é. Andando torto ou ziguezagueando. Saltitando também.

Somos o que aprendemos. Muitos aprendem pelos pais. Outros sozinhos, na rua. Pode ser híbrido a aprendizagem. Não o bastante, os pais sempre duvidam da capacidade dos filhos. Não lhe é confiado algo que se tem de direito, a liberdade. Falam que liberdade se conquista. Bobagem! A não ser que julguem certo o encarceramento instituído desde o nascimento.
O medo inibe a superação de ambos os lados. Quando colocado em prova a confiança, transforma-se em um jogo com morte-súbita. Uma bola fora e é jogo perdido. Irreversível, diria o Badauí.

Multiplica-se por mil a preocupação quando algo material está em jogo. O custo de tal não é comparado com o estado físico/mental do filho. Salvo exceções, muitos pais preferem privar os filhos das conquistas que eles falam durante a vida inteira que são também para os filhos. A demagogia reina em alguns lares. O bolso dói, grita e julga o mais conveniente: o meio porcento da poupança. Muito seguro. Sem ousadia nenhuma. Frieza total. Oscilação zero.
Muitos pais não sabem jogar. Não sabem investir ou diminuir prejuízos. A preocupação é sempre de perder, e não de ganhar mais. Reclamam das conseqüencias e se esquivam imaculadamente dos problemas. Os diabos paridos são os culpados.
Somos culpados. Culpados e sem chance de um julgamento humano.
São homens-primatas.

Domingo, Fevereiro 03, 2008

Desvalorição d´ Escrito

De nada servem
suas palavras vomitadas
O ócio escrito
palavras esguichadas
sem ordem ou sentido

O entendimento
particular e próprio
nada querem dizer
É inato

Nada entendes
do ofício
A sensibilidade
a destridade
requeridos
para transformar o bruto
Em algo fino

Serve a força da vulgaridade
Apenas para cimentar
Concretizar a idéia
Que não és ourives de verdade

                                       por Mim.

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A beleza de um tempo que se foi.


Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Galvão filma nóis



É interessante ver o comportamento do pessoal pela internet. Com o advento do Orkut, MSN, Flogs, My Space, etc, surgiu também a chance de serem aquilo que gostariam. Nem sempre retrata a verdadeira face.
Lembro de quando podia colocar apenas 12 fotos no álbum do Orkut. Era a guerra por espaços. Colocavam 10 fotos numa só, a famosa montagem. Sem contar aqueles com photoshop na caruda (eu até agora não sei usar o bendito programa), ou aquelas porcamente feitas no Paintbrush. (sou oldschool!!)

Agora são 100 fotos. Para felicidade dos exibicionistas e narcisistas. Perco tempo vendo as várias fotos, uma igual a outra, com a diferença de que uma se faz biquinho, outra mostra um sorriso, outra a língua, outra o decote...Mostram praticamente os seios inteiros, pra delírio da Fiel!!
Falando em seios, vendo tais álbuns se tem uma noção do porque os gringos adoram o Brasil. Brasileira é safada e mostra quase tudo! E é incrível que as que têm as fotos mais sensuais (ou sexuais) são as fluminenses. Não poderiam morar em melhor lugar.
Brasil é putaria total.
Até que é bom!! :) (por um lado)
Falando nisso, o governo vem se mostrando coerente. Temos como Ministra do Turismo a Marta Suplicy, sexóloga. Nada como uma especialista para o desenvolvimento do turismo sexual no país. Palmas pro Brasil.


Retornando: Vemos também no Orkut e afins a vontade das pessoas quererem ser aquilo que não são. Ou se mostram lindas, ou gostosas, ou os dois, ou intectuais, ou descoladas (cool), ou a combinação dessas coisas e mais.
Tendo um perfil, temos a chance de parecer e ser famosos. "Cada mergulho é um clique". Estamos abertos para o mundo exterior. Lógico que muitos não querem ser famosos. Mas nem todos. Tem aqueles que se exibem deliberadamente em poses já ditas, e 'ganham' o mundo. Dentre esses, muitos se danam. Vêem suas fotos promovendo aquilo que não querem. Muitos são vítimas de perfis falsos (fakes), que denigrem a imagem da pessoa-vítima.
Quem mandou se divulgar pela internet? Agora é tarde! "Relaxa e goza", já disse nossa Ministra, entendida do assunto.



Sandy Berté, famosa ninfeta que se estrepou posando de gostosa.



Não pense que tudo está perdido. Você está de certa forma exaltando as belezas do Brasil. Cada acesso forâneo é um turista em potencial. O turismo e a economia agradecem!


Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

Hipocrisia rola solta





Alguns já viram essa imagem. Ficou chocado? Passado?
Eu achei esse porquinho uma gracinha. Lembra o Babe, o atrapalhado.
Meia-volta eu vejo pessoas bradando serem vegetarianas, que são a favor dos direitos dos animais, bla-bla-blá. Ou até mesmo aquelas imagens de negros só pele-e-osso. "Você vive bem, sim. Tá reclamando do quê?"

Tratando da campanha Vista-se, é só lamento. Colocam fotos de bichinhos fofinhos como prato principal, perguntas contundentes. Só se for nas canelas.
Os que aderem foram expulsos do Éden. Só pode. Indo contra a própria natureza. 
Seres humanos são onivoros. Possuem caninos. Mas querem ir além da evolução natural, como se isso fosse digno de inteligência ou algo do tipo. Apenas lamento. Principalmente aqueles que não comem carne mas comem ovos, leite, manteiga, queijo.

E as imagens dos moribundos africanos? Sensacionalismo puro. Gozar da desgraça alheia está além do pecado.
E eu com isso? Como se a culpa fosse minha deles passarem fome. Ou eu mesmo passar fome.
Como se importassem com o despedício que temos no próprio país. Sabia que cerca de 50% do que é colheito se perdem nas estradas? E que o lixo brasileiro é o mais rico e nutritivo?
Em quem será que eles e seus antepassados votaram? Em quem apóiam?

O buraco é sempre mais embaixo!

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Tem um artigo do Clóvis Rossi (colunista da Folha) é bem interessante. Se você for assinante, faça bom uso. Números silenciados


E sobre o que está escrito na imagem do Babe, pergunto: Você constrói sua casa com suas mãos? Planta seu feijão? Corre atrás de bandido com armas empunho? Ou paga pra alguém fazê-lo?

Depois da canelada, mereço ser recompensado com um X-Bacon!!!




O Galináceo

Surge atrapalhado dum ovo chocado
Corre atrás da galinha como soldado
Cresce, desbrava o mato desvairado
Bate as asas, corre. Só dá vôos rasos

Azar o dele não ter nascido pássaro
Agora foge de um vira-lata aloprado
Seus companheiros são despedaçados
Pensa num dia atacar o cão do alto

De repente o pinto não vira um galo
Sonhava em ser promovido a cabo
Mas não escapará a sua sina, o ninho

Contaria vantagem os ovos botados
Não sonhava um dia ser condecorado
Morrendo como frango à passarinho


(F. Petrucchio)

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Atualizando

Sempre retornará o mesmo,
Com configuração diferente.
O velho desejo que temos
Sempre retornará o mesmo
Numa versão diferente.



(F. Petrucchio)